VII Encontro do FNCI - Brasilia/DF 05 e 06 de Julho 2007  
   
Maria Celeste Morais Guimarães
05/06/2007  
 
 
   
Bom dia a todos.

Por uma grande deferência e elevado espírito público, a Corregedoria Geral do Distrito Federal, na pessoa de seu Corregedor Geral, Dr. Roberto Eduardo Ventura Giffoni, tomou a iniciativa e fez realizar no solo da Capital Federal, o VII Encontro do Fórum Nacional dos Órgãos de Controle Interno dos Estados Brasileiros e do Distrito Federal.

Muito significativo para todos nós que este Encontro, o VII no geral, e o primeiro de 2007, realize-se aqui no Planalto Central, no centro político do país, no ponto mais próximo de todos os Estados. Não sem razão que temos a alegria e a satisfação de anunciar que atenderam ao nosso chamado 21 representantes dos Estados Brasileiros além do Distrito Federal, para participar deste Encontro, com o fim de discutir, conhecer e trocar experiências, mas acima de tudo, de promover a integração, porque o nosso objetivo é comum, que é o tão necessário controle dos recursos públicos.

Nunca foi, e será cada vez mais premente no País, a busca do efetivo controle e da transparência na gestão pública. A sociedade brasileira espera de cada um de nós e de todos aqueles que se incumbem dessa missão de bem gerir os recursos públicos, uma atitude cada vez mais atuante na defesa do gasto público. E sozinhos, nós sabemos, pouco podemos fazer. Por isso, Senhor Corregedor Geral, a importância desse gesto do governo do Distrito Federal de realizar o VII Encontro do FNCI aqui em Brasília.

Saiba Dr. Roberto Eduardo Ventura Giffoni, que esta iniciativa dá o testemunho firme e pronto de que o controle e a transparência na gestão governamental é agenda prioritária dessa gestão.

Vejo que V. Excelência tem por compromisso diário e permanentemente o de fortalecer e consolidar as ações no Distrito Federal do controle Interno. E o Fórum Nacional precisa desse apoio e do comprometimento de todos os seus membros.

Para aqueles que participam pela primeira vez deste Fórum, temos uma bonita história para contar. O primeiro encontro foi realizado em Belém do Pará, em junho de 2003, por iniciativa da então Auditora Geral, Rosinéli Guerreiro Salame, hoje Presidente de Honra do FNCI. Em novembro do mesmo ano, realizou-se o II Encontro em Fortaleza, no Ceará, ocasião em que fomos recebidos pela então ex-Presidente do FNCI e Controladora Geral do Estado, Mônica Clark Nunes Cavalcante. Depois, o III Encontro, para nossa alegria, foi realizado em Belo Horizonte, MG. E outros se seguiram: em Vila Velha, no Espírito Santo, por iniciativa do Auditor Geral, nosso colega, Sebastião Carlos Hanna de Macedo, que está aqui conosco; em Gramado no Rio Grande do Sul, também por iniciativa do nosso colega Roberval da Silveira Marques, Auditor e Contador Geral daquele Estado. E finalmente o VI Encontro, realizado em Cuiabá, Mato Grosso, a convite de nosso colega Sírio Pinheiro Silva, atual Vice-Presidente do FNCI.

Como se vê, todas as regiões do Brasil receberam o Fórum, nos acolheram, nos apoiaram. Precisamos manter acesa esta iniciativa, das mais meritórias, de promover a integração dos órgãos de Controle Interno no país.

Este VII Encontro reveste-se de um significado ainda maior: iremos, neste primeiro dia dos nossos trabalhos, dar um passo da maior relevância que é a transformação do Fórum no Conselho Nacional dos Órgãos de Controle Interno dos Estados Brasileiros e do Distrito Federal.

Tal deliberação foi tomada no Encontro de Cuiabá, realizado em Mato Grosso no ano passado. E hoje, os membros que estiveram presentes naquela reunião e os atuais, que ora iniciam sua participação no Fórum, irão ratificar a decisão de transformar o Fórum no Conselho Nacional.

Porque a importância desse passo?

Imensa, devo dizer a todos os colegas. Precisamos institucionalizar a nossa parceria, fortalecer os nossos laços de união, buscar a integração, através de convênios de cooperação técnica, com outros agentes de controle ou órgãos governamentais do país, como o TCU, a CGU e os Tribunais de Contas Estaduais.

Volto a afirmar: sozinhos pouco podemos fazer. Mas, juntos, integrados, haveremos de dar cabo a esta missão, nobre, mas desafiadora, de dar uma resposta à sociedade brasileira, de dar um alento ao nosso povo, uma esperança mesmo, de que tudo faremos para não fugir desse desiderato, desse compromisso de bem gerir o dinheiro público.

Em uma sociedade com tantas desigualdades sociais e regionais, não é possível conviver com o desperdício e o desvio de recursos públicos. É imperativo, imperioso, que os recursos do povo sejam fiel e regularmente dispendidos. E é para este mister que os conclamo, a todos os colegas aqui presentes, ajudem-nos a fazer do Conselho Nacional um efetivo instrumento de cidadania e efetividade na gestão pública.

Obrigada.